Eu,
Duas letras, uma palavra,
Que em pensamentos desabafa,
E confusão gera...
Que sou eu afinal(?),
Senão uma mera besta animal,
Que é tudo menos normal,
E vive crucificada por um pensamento fatal...
Um pensamento: uma mente cada vez mais abafada,
Ou será, talvez, abalada,
Ou provavelmente cansada,
E desgastada.
Uma mente, que escreve sem cessar,
Como que lutando pela vida,
Ou tentando amar,
Coisa simples e que nos devia fazer parar para pensar...
Mal alego, pensar
É brutal, tento apenas prolongar,
Prolongar esta eterna vida de rimas
Rimas decadentes de loucura que me movem sem parar...
Sem parar as minhas palavras ecoam,
Ecoam sem parar, pensando bem, talvez seja um modo de procurar
Procurar o que à tanto tento encontrar
Não sabendo onde realmente procurar...
Como posso achar o que procuro
Se nem sei o que procuro
Se o que procuro são pensamentos, (eléctricos?!)
Únicos no mundo, impossíveis de igualar...
Se igualar não posso, deixo-me apenas levar...
Até que percebo que não se podem igualar mas sim superar
E assim atormentado por mim próprio, deixo-me andar,
Andar e andar, percebendo que a lado nenhum haverei de chegar
Mas pelo menos irei tentar...