domingo, outubro 30, 2005

Auto-Retrato 1


Dizem que sou um conquistador,
Dizem que sou um sonhador,
Mas sou apenas um lutador,
Que luta p’lo amor...

Inspirado pelo sentimento de morte, penso na vida: um conjunto de pessoas vivendo na ânsia de um sonho, mas experienciando total anarquia e caos e pensando que o mundo é simplesmente perfeito.

A frieza com que encaro a morte, o sofrimento e os sentimentos é, por vezes, arrepiante para alguns, mas para mim é o mais ajuizado modo de vida.

Vivo pensando friamente no futuro, prevendo cada passo, cada acção futura daqueles que me rodeiam e assim; quando acho necessário, manipulando-os para seguir o que penso e o que digo, argumentando sem bases, servindo-me de pretextos e acções ilusórias para alcançar o que quero...o meu objectivo!

A fusão entre a minha alma e o meu corpo deu origem a um ser imprevisível, calculista e frio mas inexplicavelmente generoso, compreensivo e de paixão imensa, que se solta nos momentos mais impróprios e imprevisíveis...mas extremamente interessante.

Só a noite revela quem realmente és, pois abstrai-te do teu aspecto e sociedade impulsionando-te para o mundo como realmente és...

Todos os frios calculistas nunca assumem protagonismo num grupo, para silenciosamente como o luar na noite, surpreenderem tudo e todos...

Influenciado pela mínima perturbação do meu quotidiano, quase "Dejá vu", descrevo os meus estados de espírito e pensamentos ou pelo menos aqueles que eu quero que transpareçam... terei outros que não quero revelar nem a mim próprio?

Antes temendo aqueles que sabiam demasiado acerca de mim, e já até podiam prever "o meu próximo movimento", agora procuro-os pois são os meus melhores amigos aqueles que realmente me percebem e me ajudam...ou tentam ajudar!

Nada passa despercebido, pois tudo é guardado na mente e mais tarde "analisado" ...tentando saber o porque, onde, por vezes, não existe tal coisa...

Não considero estas características "más" mas sim aspectos da minha personalidade o próprio "eu"! Serei tão critico a ponto de até me criticar a mim próprio, mas não terei a força de caracter para mudar...mas deveria mudar? Se mudar não perco a minha identidade... única... para ser igual a todos os outros? Não será isso uma hipocrisia?

Como já ouvi dizer "Ao andares pelo campo de trigo, que é a tua vida, não sigas caminhos já abertos, abre o teu próprio caminho, o qual, quem quiser poderá seguir"




Auto-retrato feito
Numa noite de inverno
Já tarde quando os lobos uivavam
E o luar sorrateiramente entrava na minha mente...