quinta-feira, outubro 30, 2003

O Rito dos Vícios...


Não compreendo...

Que sociedade é esta que tende a monopolizar-se para adquirir vícios de auto-destruição que cedo adquiridos na juventude são fonte de arrependimento na velhice?

Enfim, que sociedade é esta que por apostas e discriminação nos leva ao alcool e ao tabaco para não falar de outro vícios? Porque? Porque raio sempre que vou jantar com um grupo de amigos tenho que supostamente beber qualquer coisa, e o ideial será ficar bebado...porque?

Que piada terá este rito de decadência que nos suga, que mesmo tentando evitar somos levados a aceitar pela cultura implementada numa sociedade conhecida além-mar por sedenta de alcool...

Enfim, mas porque ainda me questiono de tudo isto...sei que nada disto irá mudar, tudo isto é fruto de um vinco bem implementado do passado que se aliou à cultura lucrativa dos dias de hoje e deu uma mistura explosiva um shot de alcool a 100% em chamas...

Porque raio tem que um homem assobiar sempre que uma mulher passa, porque raio tem que sempre comentar com os amigos "comia aquela toda", porque raio tem que se vangloria de todas aquelas com quem já andou, será que isso o faz mais homem?

*enfim*

Para que raio ainda me questiono...

Quem sou eu para questionar hábitos que têm séculos...

Mais um no escuro...


Pára! Ouve o que está à tua volta, toda as vozes aumentam de tom, tudo gira à tua volta, és insignificante, toda a gente sabe que estás ali, mas é mais fácil esquecer...

Notas que evitam falar abertamente de algumas coisas, mas não queres que saibam de que falam, não és da sua elite, aliás tu não és nada!

És apenas alguém que eles preferem por-te de parte que arriscar confiar...

Mas a culpa não é deles, eles apenas se estão a proteger, tu és o elemento estranho e também tu tentar evitar que eles percebam que ouves o que dizem e vês o que fazem, até para ti é mais fácil fingir, fingir que não percebes, neste teatro que é a vida...

Engraçado perceber que só ao vivermos é que aprendemos o que é viver, sem pretextos, sem facilidades, sem cenas de hollywood, apenas viver a tua vida, simples vida em que és o protagonista de um teatro de um século que desconheces e em que as personagens surgem inesperadamente...

A besta oculta...


Tem piada...

Tem piada como condenamos os que comentem acções horrendas, quando no fundo todos as poderiamos ter cometido, falto-nos apenas o empurram para o abismo da solidão, infortúnio ou ilusão...

...o ser humano é uma BESTA, um animal sedento de violência e sexo(!) , um ser incorporado numa sociedade que lhe abafa e sustem os desejos mais profundos da alma, mais ocultos...pela mente...

...a mente, que para nossa segurança e para sua própria segurança, filtra os seus próprios pensamentos, numa tentativa e eterna e obstinada de esconder de si própria os pensamentos mais incorrectos, horrendos, HEDIONDOS que surgem na nossa mente...que ESTÃO na nossa mente à espera, à espera de um momento de raiva, fúria ou ódio para serem libertados em toda a sua "glória" obscura...

...não digas que nunca serias capaz de fazer algo...ADMITE! Poderias fazer tudo o que já ouviste falar, bastava que as condições propicias estivessem reunidas  um mau momento, um momento de infelicidade, um infortúnio, uma explosão de mágoa... Agradece, por apenas por ainda manteres o teu auto-controle, a única coisa que te separa de uma sangue-suga mortífera... e toma consciência do teu pior medo...a perda desse controle!

Que tipo de besta serias sem ele?!

De que serias capaz, apenas por um ímpeto de força?!

Assim, todos nós somos apenas prisões sociais da nossa besta oculta, que cada vez está silenciada, cada vez mais morre, cravada por cada um de nós, morrendo lentamente, lentamente morrendo uma parte que de mim faz parte...

Mas talvez nunca me verei livre da besta sádica  que só desaparecerá quando sentir a própria vida a esvairar-se, por enquanto sou um lutador! Um lutador contra a minha natureza! Não posso libertar a besta presa dentro de mim...

...mas quem sabe talvez seja apenas um louco insano que pensa demais e acabará por se condenar a si próprio na cruz da suas reflexões eternas...

Mas que posso fazer contra a suprema inspiração que me soletra cada letra ao ouvido, formando cada vez mais palavras que ecoam na minha mente cada vez mais alto, até a loucura...palavras que nem sei se são minhas, que nem sei se serão palavras ou meros devaneios e que me fazem pensar se não serei realmente louco...

...louco apaixonado diria eu mas de que vale a paixão quando o infortúnio ataca e a besta toma conta de nós, forçando as nossas acções e incitando a nossa fúria, como se testando até que ponto iremos resistir...

De que vale tudo isto, se as próprias palavras que escrevo nem sei se serão minhas, ou se serão a própria realidade, ou mero desvaneio poético que me surge e por algum tempo me atormenta, e no nada desaparece, deixando-me assim na cruel incerteza, a incerteza de quem somos...

Sonhar...


Reflexões poéticas de carácter subjectivo e de reflexão de um auto proclamado poeta...

Pensava que as minhas reflexões imaginassem o real e o atingissem por aquilo a que chamo pré-sensações que ficam muito próximas da realidade ou a atigem mesmo...

...assim acredito que já voei, ultrapassei montanhas e vales, senti o vento sob o meu corpo e trespassei as nuvens...numa mera distracção o sonho real havia acabado...

Creio que muita gente é assim, sonhadores acordados como eu que vivem de sonhos que os alimentam e os movem até ideiais nunca antes sonhados...

Sou um mero castelo...


Reflito sobre mim...

Sou um mero castelo, um castelo de muros gigantescos, fossos de profundidade imaginável e todo um grupo de artimanhas que criei à minha volta. São a minha protecção, que, em outros tempos nunca ousaria baixar ou sequer revelar... Estas impedem-me de viver o meu maior medo e talvez ao mesmo tempo desejo, ser levado pelo momento, deixando todo um ser protegido e que rarissímasvezes surge, e que se encontra bem no centro do castelo.

Disse à pouco tempo, "outros tempos"... se soubesse talvez não tivesse ousado desce-las, mas talvez seja isso que consiste viver o momento, não olhar tanto para trás, olhar só para a frente...tão depressa cheguei ao auge da alegria como desabei num dos piores abismos em que já estive mergulhado...

Tudo isto me aconteceu, mas mesmo assim não aprendi nada, ou talvez apenas pense assim não vendo o que realmente aprendi, no mesmo sitio onde fui atacado, as defesas ainda estão em baixo cofinado que mais do que já fui atingido não poderei ser...vivendo essa restia de espaço numa restia de esperança que se esvairá com o passar do tempo, efemera, mas que teima em sobreviver...

...não imagino por quanto tempo, mas esta persegue-me com o meu consentimento e alimenta-se da minha alma moribunda e fraca que oscila pelos pêndulos do tempo imparável e implacável que nada vê ou ouve, mas tudo vive...

A sorte...


Sorte, destino, sina, ou acaso são os nomes que nos guiam a vida, ou melhor, que nós deixamos que nos controlem a visão do mundo, ou guiem a vida, criando assim uma justificação para os nossos erros e defeitos, uma resposta fácil para a nossa falta de esforço dedicação ou perspicácia.

Não acredito que temos uma sorte pressuposta, apenas que temos situações constantes a colidirem connosco as quais nos fazem encarar a vida negativa ou positivamente. Mas nada é constante, assumindo este pressuposto nenhuma perspectiva é eterna, logo aplicamos a sorte quando vislumbramos um momento que achamos ideal, logo de seguida usando o azar numa tentativa infrutífera para descrever uma situação que não nos parece agradável, provando que nada é perfeito, se bem que para mim a calma e alegria constantes nada mais são do que ideais enlouquecedores que se existissem me arrastariam à loucura através dos tempos, demonstrando que o ideal de perfeição não é utópico mas apenas algo que a mente humana distorceu...

Logo quando usar a palavra sorte lembre-se "Sorte é o que se faz com ela..." , deixe de se iludir, o destino é uma utopia que nada mais faz senão facilitar-nos a vida para podermos ficar bem connosco mesmos durante uma vida atribulada e onde tudo é inesperado...

A que ponto de decadência cheguei...


Falam dos sentimentos e da necessidade e da racionalidade, do coração e do cérebro... se pensarmos bem o coração nada mais é senão uma representação metafórica da nossa faceta mais irracional, a afectiva, aquela que de algum modo, talvez, nos distinga dos outros animais, ou talvez não. É bastante curioso refletir em situações que nos mesmos estivemos que o dito "coração", irracional, irrefletido, imaturo e até inesperado entra em rota de colisão com o cérebro, a parte racional, certa, exacta da pessoa, ser humano que com ele co-existe...

Ao pegar-mos neste ponto de partida e o inserirmos no seguimento anterior temos: racionalidade (cérebro) contra sentimentos ("coração" -> cérebro), então que besta é o humano para que as suas duas partes mais profundas que provêm de uma só "identidade" lutem entre si e levem a indecisão e ansiedade...
Se isto não bastasse na nossa sociedade busca-se cada vez mais o perfeito, o ideal, tanto no corpo, que cada vez mais é visto sem pudores, como no espírito. Então visto isto como podemos gostar de alguém e sentirmo-nos atraídos por outra? ...

Assim ao controlarmos este impulso, talvez primário ou até animalesco ou até ao senti-lo deitamos todo o ideial de amor platónico para o lixo, o ideal que nos é dado por todos à nossa volta, surge então a questão: "Será o ser humano feito para viver em comunhão exclusiva com uma só pessoa?"
Acredito que sim, embora ao refletir sobre tudo isto, seja tudo estranho para mim, totalmente diferente do que pensava antes de me envolver neste mundo... Pensei em coisas que criticava ou ouvi-las ditas por outros... entrei em colisão comigo mesmo...

Cada vez mais analiso as coisas mais realisticamente, (Quem sou eu para dizer que o que vejo e sinto é realidade?), ao ve-las das "duas faces da moeda"...mas quem sabe, talvez tudo isto destrua o que havia antes... ou apenas lhe dê mais força....

...só o tempo o dirá...

Vida depois da morte...



Vida depois da morte? Não é isto uma contradição?! Uma apenas ilusão propositada do homem para se sentir melhor, para não achar que teve uma vida vã???
Se pensarmos bem se não houver vida após a morte...nada do que nós fazemos tem sentido. Como poderíamos controlar a sociedade em que vivemos sabendo que o que quer que façamos não afecta nada o que nos acontece?!
Como podemos acreditar em algo que diz que as pessoas, a sua alma, vive após a morte, uma coisa que os animais 'vulgares' não têm, se sabemos que se formos isolados da sociedade nos tornamos em tudo iguais a eles?!
Se virmos que cada dia que passa centenas de pessoas, senão milhares morrem, como pode ser a vida depois da morte...uma espaço infinito ?atolado? de espíritos de todas as épocas que deambulam por ai?
Vida, morte....o que chamamos de vida não é apenas uma passagem entre inexistências, dura, fria, até mórbida que por vezes nos leva à loucura mas que nos dá tanto...mas tanto que nenhuma palavra o pode descrever...
Eu...que sou eu? Alma?! Não! Carne?! Apenas um pedaço de carne que se move e se dá ao luxo de tentar perceber o que se passa à sua volta...no entanto não o consegue fazer.
Morte...não a temo, admiro-a pois só ela se percebe a si mesma...
É quase cómico como o homem tenta desesperadamente encontrar, ou melhor dar, um sentido à sua vida para conseguir viver...
Podem-me chamar pessimista, mas apenas sou realista e distingo os desvairos loucos da Humanidade do mundo real...ou talvez não...talvez quando morrer finalmente saiba ou talvez nessa altura seja tarde demais...

Fogo

Fogo, a chama ardente
Que destroi e renova
Num ciclo que roda eternamente
E na agitação dá calma...


O calor incandescente
Que dá paixão à alma
Torna a vida resplandecente
E por vezes a salva...


O fogo é a Fénix
Que glorifica
Que te mostra e induz
À luz do Senhor que te purifica...


O fogo que nasce da vida
Dá ao espirito sabedoria
E faz da luz, outrora esquecida
Uma nova alegria...

Céu como horizonte...

Sou como ave perdida no tempo
Tenho o céu como horizonte
E o horizonte como céu
Numa era perdida nas memórias do nada
Onde tudo é fantasia...

Onde tudo é nada...

Estico as asas,
Devagar, num gesto melancólico
Abraçando o nada
Sentido o auge de liberdade
Que sem ti sabe a tão pouco..

Mas já que contigo não posso estar
Resta-me delirar numa era putrefacta
Que afecta os meus sentidos e me atordoa
Deixando-me numa fantasia sonhada...

Assim vivo, do nada, para o nada...
Numa liberdade entre infelicidades que me atormentam
Ao menos poetizo (que egocentricidade minha...)
Já que o real é a vida desgraçada
Onde se ama sem olhar a nada
E onde vive a minha alma...
...devastada...

Tentei esquecer-me de ti


Tentei esquecer-me de ti,
Mas não consegui...

Forjei paixão,
Tentando deixar-me levar pelo orgulho ferido
A ferida que parecia não conseguir se curar
Mas nem isso resultou
O meu amor por ti tudo superou...

Não sei se me deverei dizer feliz ou trágico amor
Mas já exausto assisto ao passar do tempo, apático,
À minha perdição...

Parece que renovei a minha ilusão
Não sabendo sequer o que me faz confusão
Parece que tomei posição
Como me havias dito
Como me havias sugerido!
Agora no silêncio da noite
Na escuridão do pós-dia
Iluminado pelo céu que me deste
E pelas estrelas que me ofereceste
Espero a tua resposta, o teu sinal
Sabendo que nada mais posso perder
Já que por ti perdi minha alma e razão...

É nesta loucura aparente
Que me encontro e tento escapar
Mas não consigo, nada resulta...
Talvez um dia dela consiga escapar,
Por agora limito-me a...
...esperar...

Sou um aprendiz de viajante


Sou um aprendiz de viajante
Que viaja rumo ao mar,
Tentando encontrar
A forma certa d’amar...

Navego procurando, se procuro
Desejo, se desejo amo,
Se amo fico tonto,
E quando fico tonto apenas me encontro,

No louco desencontro
Que é a vida.
Um louco sonho,
De quem anda de cabeça perdida.

Agora que já estou perdido,
Tento navegar pela maré
Sem perder o pé,
Ou deixar-me levar como pobre renascido

Assim já perdido e encontrado,
Procuro o norte
Batendo o vento forte
E sendo, pela maré, o barco maltratado...

Mas a luz que guia a alma
Não desvanece
E teima, reaparece,
Mas numa louca vida ela nos rejuvenesce...

Se me chamam louco,
Eu o aceito
Porque meu pensamento é rouco (mouco?),
Quando de ti vem aquele jeito...

Conheci Elianas,
E outras tais
Com nomes diferentes,
Pois são especiais...

No final do dia
Já só um pensamento me iria tocar
Voltei a amar
Como alma perdida que se volta a encontrar...

Confusão


Confusão,
É o que me abala a alma e o coração
Já que desprezo a razão
E sigo aquela que me dá paixão

Recuso-me a aceitar
Já que certo não há nada,
A não amar,
E mesmo isto é um loucura tocada

Tocada pela sociedade
Na qual o amor é planta de estufa
É bonito olhar, mas quando é de verdade
Mas vale para pisar mais silenciosamente, ter pantufa

Mas que vício incerto
Do qual é impossível desistir
Pois logo se sente um deserto
Do qual se sente a vontade de sair

Que mundo cruel
No qual vivemos a dor
De sentir o calor fiel
Que à alma da lume e fervor

Assim vivo nesta insensatez
Esperando a minha vez
De sonhar
E cada vez mais amar.

Busca...

Eu,
Duas letras, uma palavra,
Que em pensamentos desabafa,
E confusão gera...

Que sou eu afinal(?),
Senão uma mera besta animal,
Que é tudo menos normal,
E vive crucificada por um pensamento fatal...

Um pensamento: uma mente cada vez mais abafada,
Ou será, talvez, abalada,
Ou provavelmente cansada,
E desgastada.

Uma mente, que escreve sem cessar,
Como que lutando pela vida,
Ou tentando amar,
Coisa simples e que nos devia fazer parar para pensar...

Mal alego, pensar
É brutal, tento apenas prolongar,
Prolongar esta eterna vida de rimas
Rimas decadentes de loucura que me movem sem parar...

Sem parar as minhas palavras ecoam,
Ecoam sem parar, pensando bem, talvez seja um modo de procurar
Procurar o que à tanto tento encontrar
Não sabendo onde realmente procurar...

Como posso achar o que procuro
Se nem sei o que procuro
Se o que procuro são pensamentos, (eléctricos?!)
Únicos no mundo, impossíveis de igualar...

Se igualar não posso, deixo-me apenas levar...
Até que percebo que não se podem igualar mas sim superar
E assim atormentado por mim próprio, deixo-me andar,
Andar e andar, percebendo que a lado nenhum haverei de chegar
Mas pelo menos irei tentar...

Quando nem tudo é o que parece


Quando nem tudo é o que parece,
Nem tão pouco, o que parece é,
Giras à volta do mundo, giras e giras sem parar
E quando, já exausto, mal consegues respirar,
Gritas, gritas sem cessar implorando para alguém te ajudar.

Então, aqueles que eram teus amigos,
De repente, já não o são,
E já tudo te parece um refrão
Que ecoa, como pesadelo
Na tua imensa solidão...

Toda a tua vida se desmorona
E tu sentes-te à tona
Num mar de agonia
Que passa a reger a tua vida
E não parece ter fim...

Não parece, e não terá,
Só quando reviveres o ciclo,
Revivendo a alegria
E fantasiando que retomaste as rédeas da tua vida
Como Phoenix, renascida...

Desisto...


Desisto...

Estou cansado de lutar
E nada resultar para mim.
Já nada há a tentar,
Ou a recear...

Mas um dia,
finalmente irei-te alcançar,
ou eternamente sonharei,
Como seria este sonho realizar.

Mas ainda procuro,
Nos meus sonhos,
Sinais de quem não esqueci
E para sempre me irá marcar...

Já que nada mais posso fazer,
Só me resta contentar,
O segundo lugar nunca sabe bem,
Mas a alguém terá sempre que calhar...

Suspiro, um "enfim" eterno
Ecoa, e por mais que me doa,
Irá ser assim, até um dia...

Cada vez mais concluo: a vida é uma ironia.

Sim, IRONIA, ironia de não vivermos, sobrevivermos, ironia de não amarmos, desejarmos, ironia de nunca estarmos completamente felizes, ambicionar-mos, ironia termos a capacidade extrema de conseguirmos destruir o planeta onde vivemos, ironia de vermos as pessoas a morrerem à fome e deitarmos fora comida porque “o prazo de validade já acabou”...

Enfim, ironia das ironias é vermos tudo isto, e ainda termos coragem de estarmos vivos!

Ainda maior ironia é ver que a nossa felicidade está tão próxima mas é inatingível, ironia... ironia somos NÓS!

Riu-me, não da vida, mas de mim próprio, o que mais pode ser irónico que amar-mos alguém, ver que tudo seria perfeito se não fosse.... se, se que palavra irritante (!!!), que nunca pára de interferir...

Se tudo isto fosse um filme diria que era o herói frustrado, aquele que luta com todas as forças mas no fim acaba por morrer para que os outros consigam continuar... enfim, olhemos pelo lado melhor, ao menos sou herói (serei?...) ao menos evitei o lado negro que me habita e das cinzas da minha revolta renasci...

Belas palavras, seriam boas rimas de uma música, poéticas, dramáticas, e teatrais...aliás belas não o afirmo, apenas palavras, milhentas palavras, palavras sem fim alinhadas num puzzle que se assemelha ao puzzle que é a vida...